Abri os olhos, olhei ao redor daquele imenso quarto, estava na
minha hora, tirei com cuidado o braço forte que estava sobre minha cintura, e
sai dos lençóis, procurando o resto de minha roupa. Ele respirou forte e alto,
pensei que fosse acordar, mas para o meu alivio voltou a dormir profundamente.
Abri a janela com o Maximo de delicadeza e passei pela mesma, descendo pela lateral da casa, até que meus pés estivessem em terra firme e segui andando em direção do que eu chamava de casa, estava tudo acabado, eu precisava ir embora. Lágrimas? Elas já não se manifestavam mais.
Abri a janela com o Maximo de delicadeza e passei pela mesma, descendo pela lateral da casa, até que meus pés estivessem em terra firme e segui andando em direção do que eu chamava de casa, estava tudo acabado, eu precisava ir embora. Lágrimas? Elas já não se manifestavam mais.
Algumas horas antes.
-- Não John... – Disse aos risos enquanto seus lábios desciam por
meu pescoço, sua mão apertava minha coxa, puxando-me para si.
Desviei de seu abraço e montei por cima de seu corpo, ele ergueu o tronco, sentando se até que seus lábios estivessem perto dos meus, aponto de não me deixar dizer uma palavra.
Afastei o rosto olhando em seus olhos. – Eu preciso ir embora, tenho coisas a fazer.
-- Não me diga isso! Fique, só mais um pouquinho. – Seus lábios vieram em minha direção novamente, mas eu não podia, eu não queria, seria mais difícil. Coloquei o dedo nos mesmos e interrompi o quase beijo. Ele sorriu e disse alguma coisa na qual não havia entendido.
-- O que? – Perguntei, ele tirou os meus dedos de seu lábio, sorriu de uma forma fofa e beijou minha mão.
-- Eu disse que eu te amo. – suas palavras entraram em mim como veneno, um veneno que vinha de mim mesma, um veneno no qual eu poderia me livrar, um veneno no qual eu não queria evitar, abaixei meus olhos para nossas mãos entrelaçadas, um suspiro subiu por minha garganta, podia sentir meu corpo rígido, minha pele queimar. Era a primeira vez que ele me dissera isso em messes, no qual estávamos apenas saindo. A palavra que eu estava evitando, que eu queria sentir, mais que não podia, porque era errado, perigoso e fatal. Agora não havia mas volta.
-- O que foi? – ele perguntou passando o polegar por meu rosto e erguendo meu queixo para que pudesse me olhar. Senti uma culpa, a culpa de toda a minha existência, eu não podia contar, apenas o beijei e me deixei levar, era a última coisa que podia fazer por ele, eu sabia que era errado, também sabia o que poderia acontecer, mas já estava feito, como havia dito não tinha volta.
Desviei de seu abraço e montei por cima de seu corpo, ele ergueu o tronco, sentando se até que seus lábios estivessem perto dos meus, aponto de não me deixar dizer uma palavra.
Afastei o rosto olhando em seus olhos. – Eu preciso ir embora, tenho coisas a fazer.
-- Não me diga isso! Fique, só mais um pouquinho. – Seus lábios vieram em minha direção novamente, mas eu não podia, eu não queria, seria mais difícil. Coloquei o dedo nos mesmos e interrompi o quase beijo. Ele sorriu e disse alguma coisa na qual não havia entendido.
-- O que? – Perguntei, ele tirou os meus dedos de seu lábio, sorriu de uma forma fofa e beijou minha mão.
-- Eu disse que eu te amo. – suas palavras entraram em mim como veneno, um veneno que vinha de mim mesma, um veneno no qual eu poderia me livrar, um veneno no qual eu não queria evitar, abaixei meus olhos para nossas mãos entrelaçadas, um suspiro subiu por minha garganta, podia sentir meu corpo rígido, minha pele queimar. Era a primeira vez que ele me dissera isso em messes, no qual estávamos apenas saindo. A palavra que eu estava evitando, que eu queria sentir, mais que não podia, porque era errado, perigoso e fatal. Agora não havia mas volta.
-- O que foi? – ele perguntou passando o polegar por meu rosto e erguendo meu queixo para que pudesse me olhar. Senti uma culpa, a culpa de toda a minha existência, eu não podia contar, apenas o beijei e me deixei levar, era a última coisa que podia fazer por ele, eu sabia que era errado, também sabia o que poderia acontecer, mas já estava feito, como havia dito não tinha volta.
Puxei minha mala até a porta, antes de sair olhei bem a minha casa, ou no caso
a minha ex-casa, e sai trancando tudo, e peguei o taxi que havia chamado.
A viagem até o aeroporto foi um pouco demorada, ainda mais para quem estava com
pressa de sair daquele lugar, para quem não queria olhar para trás, por mais
que já estivesse acostumada com esse tipo de coisa, após anos.
O vôo foi complicado alguns problemas com a mala, mas assim que consegui chegar a Londres e me instalei em meu novo apartamento, me senti melhor, fazia tempo que não vinha mais aqui, e quando digo tempo são anos.
Já estava escurecendo, mas estava sem fome, então apenas fiz um café, peguei o jornal e sentei em minha poltrona para mais uma procura exaustiva por um novo emprego. Em pensar que larguei um de gerente de uma loja de moda, quando estava na Itália.
Passei por um de recepcionista em agência de automóveis, mas a vaga havia sido ocupada está tarde. Então continuei procurando, até que o único que havia era em um bar no centro, como atendente de balcão. Revirei os olhos, mas não perderia uma oportunidade sequer, disquei o número e marquei uma entrevista, quando desliguei o celular, percebi que não havia descartado o chip anterior, então faria isso amanhã, antes de ir ver o meu futuro trabalho.
O vôo foi complicado alguns problemas com a mala, mas assim que consegui chegar a Londres e me instalei em meu novo apartamento, me senti melhor, fazia tempo que não vinha mais aqui, e quando digo tempo são anos.
Já estava escurecendo, mas estava sem fome, então apenas fiz um café, peguei o jornal e sentei em minha poltrona para mais uma procura exaustiva por um novo emprego. Em pensar que larguei um de gerente de uma loja de moda, quando estava na Itália.
Passei por um de recepcionista em agência de automóveis, mas a vaga havia sido ocupada está tarde. Então continuei procurando, até que o único que havia era em um bar no centro, como atendente de balcão. Revirei os olhos, mas não perderia uma oportunidade sequer, disquei o número e marquei uma entrevista, quando desliguei o celular, percebi que não havia descartado o chip anterior, então faria isso amanhã, antes de ir ver o meu futuro trabalho.
-- Desculpa. – Disse sem olhar para cima pegando minha bolsa.
-- Não eu quem peço desculpas, entre. – Ele segurou a porta do elevador, sorri agradecida e assim que entrei no elevador e o mesmo entrou atrás eu o reparei, o rapaz era jovem, mas algo nele lembrava a mim mesma, a formalidade antiga, ancestral, o mesmo estava com uma blusa de botão quase aberta, suas calças jeans estavam surradas e estava de chinelos, seus olhos eram negros, assim como seus cabelos e tinha um sorriso de tirar o fôlego, e aquele cheiro, um cheiro no qual não sentia á muito tempo.
Ele sorriu mais uma vez e desviei o olhar sem jeito.
-- Bom dia Senhora McGraig. – Disse o Ascensorista, para uma senhora ruiva que entrava no elevador com um jornal e uma cachorrinha presa a uma coleira.
-- Bom dia Paul. – A senhora respondeu.
A mesma cachorra latiu para o rapaz ao meu lado, fazendo a dona puxá-la para si e acalmá-la antes de abrir o jornal.
Então à porta do elevador se fechou, e continuou a descer.
-- Qual a principal notícia de hoje? – Perguntou Paul.
A senhora levantou a cabeça.
-- Aqui diz que um rapaz de 24 anos, morreu em seu apartamento em Veneza. – Disse a senhora, enquanto voltava a ler o artigo para si mesma.
-- Pessoas morrem é normal, pensei que a principal notícia era algo diferente. – Retrucou o homem.
-- Não quando não se há motivo algum que tenha causado a morte, esse e o grande lema.
A porta do elevador abriu e estávamos no térreo, sai em disparada, com as palavras daquela mulher em minha mente. Eu sabia a causa da morte, eu era a culpada, eu a provoquei! Eu não merecia a vida, como se fosse tão fácil me matar.
-- Não eu quem peço desculpas, entre. – Ele segurou a porta do elevador, sorri agradecida e assim que entrei no elevador e o mesmo entrou atrás eu o reparei, o rapaz era jovem, mas algo nele lembrava a mim mesma, a formalidade antiga, ancestral, o mesmo estava com uma blusa de botão quase aberta, suas calças jeans estavam surradas e estava de chinelos, seus olhos eram negros, assim como seus cabelos e tinha um sorriso de tirar o fôlego, e aquele cheiro, um cheiro no qual não sentia á muito tempo.
Ele sorriu mais uma vez e desviei o olhar sem jeito.
-- Bom dia Senhora McGraig. – Disse o Ascensorista, para uma senhora ruiva que entrava no elevador com um jornal e uma cachorrinha presa a uma coleira.
-- Bom dia Paul. – A senhora respondeu.
A mesma cachorra latiu para o rapaz ao meu lado, fazendo a dona puxá-la para si e acalmá-la antes de abrir o jornal.
Então à porta do elevador se fechou, e continuou a descer.
-- Qual a principal notícia de hoje? – Perguntou Paul.
A senhora levantou a cabeça.
-- Aqui diz que um rapaz de 24 anos, morreu em seu apartamento em Veneza. – Disse a senhora, enquanto voltava a ler o artigo para si mesma.
-- Pessoas morrem é normal, pensei que a principal notícia era algo diferente. – Retrucou o homem.
-- Não quando não se há motivo algum que tenha causado a morte, esse e o grande lema.
A porta do elevador abriu e estávamos no térreo, sai em disparada, com as palavras daquela mulher em minha mente. Eu sabia a causa da morte, eu era a culpada, eu a provoquei! Eu não merecia a vida, como se fosse tão fácil me matar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário