quarta-feira, 5 de março de 2014

Sensei - Capítulo 2


-- Sozinha? – Perguntou ele sem me olhar diretamente então respondi da mesma forma.
-- Sim, esse tipo de festa não faz muito meu estilo. --
Ouvi ele soltar um riso baixo e franzi o cenho e o encarei, qual era a graça?
-- O que foi? – Perguntei já me exaltando, acho que perdia o controle um pouco rápido.
Ele continuou rindo. – Nada, é só que achei que era o único aqui que pensava desta forma, acho que encontrei uma pessoa igual a mim, assim por dizer.
Reiji sorriu para mim de uma forma que eu podia sentir como ele ficara aliviado por ser como ele?
-- Só falta me dizer que foi arrastado por alguém...


-- Sim, fui.
-- Sério? – eu sorri.
-- Finalmente... – ele disse pegando meu copo e bebendo o que havia ali me encarando.
Me senti um pouco estranha, o que ele estava fazendo?
-- O que? – perguntei.
-- Eu vi você sorrindo... Desde que te vi, parecia que sua expressão não mudava, vim aqui confirmar se isso era possível. – respondeu ele me olhando fixamente.
-- Isso é algum tipo de brincadeira, ou aposta? – Ele estava começando a me irritar isso não era legal.
-- Não, satisfação pessoal mesmo, queria ver o quão bonita você poderia ser sorrindo.--
Sua resposta me deixou sem reação, eu não sabia ao exato o que responder e para onde olhar, acho que estava parecendo um tomate, ou algo parecido, eu poderia sair correndo de lá. Mas acho que isso não seria legal, pareceria coisa de colegial, algo não muito diferente de mim.
Olhando o de perto, percebi que ele não aparentava ser um garoto, ou um jovem, me perguntei quantos anos ele tinha e em que ano estava de qual faculdade, mas acho que isso não seria fácil e normal de se perguntar, ainda mais a uma pessoa que você acabou de conhecer.
Bom eu precisava quebrar a tensão que havia ficado, respirei fundo.
-- Você é sempre assim? Ou essa bebida está de afetando? – sorri, não foi um sorriso verdadeiro, na verdade foi de nervoso, fazia tempo que não conversava com um homem.
-- Na verdade eu não sou assim, acho que bebi um pouco desde que cheguei aqui, sou o tipo de homem que fica quieto no canto mesmo quando encontra uma garota no qual ele se interesse. – ele respondeu coçando a cabeça e olhando a para o céu.
-- Bom acho que realmente você bebeu demais. --
-- Você tem razão.
Continuamos conversando com o tempo parecia mais fácil falar com ele, acabou que começamos a beber, acho que assim perdíamos mais a vergonha alheia de conversar um com o outro.  A festa estava acabando e não desgrudamos um do outro, na verdade eu não estava me sentindo bem, a minha mente estava rodando, minha visão meio turva e se eu levantasse acho que cairia de bunda no chão.
Vi minha irmã se aproximando de mim.
-- Acho que ela bebeu de mais – disse ela – Venha vamos vou te levar para o quarto.
Ela me segurou pelos braços e me levantou, sentia meu corpo molengo e fui caindo para trás, mas senti mãos me segurarem.
-- Tudo bem, deixa que eu a levo.
Não tive tempo de opinar sobre isso, seu braços passaram por minha cintura e num piscar de olhos eu já estava em seu colo.
-- Tudo bem, vou indo na frente para abrir as postas. – Mayu disse saindo de minhas vistas.
Ver minha irmã de costas me fez lembrar de minha mãe eram tão parecidas me senti triste e comecei a chorar.
-- O que houve? – perguntou Reiji, enquanto me carregava em direção a casa.
-- Sinto falta deles... Muita falta deles... Eu... Deveria... Deveria ter ido junto. – disse entre soluços.
-- De quem você sente falta? Ter ido a onde? – Reiji perguntava preocupado, enquanto passávamos pelo corredor em direção as escadas.
-- Meu pais... Morrer...

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